domingo, 26 de julho de 2009

[b]Lembrei de você!
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Textos para estudo

O QUE FAZER COM ALUNOS QUE PARECEM NÃO APRENDER?


Depois que fizer as sondagens de escrita para avaliar as aprendizagens, dedique maior atenção àqueles alunos cujos resultados não correspondem às expectativas de aprendizagem, ou seja, que ainda não escrevem segundo a hipótese silábica com valor sonoro. Se mostrarem avanços, mas estes ainda forem pequenos, o que fazer?
Vários aspectos merecem ser considerados, mas um deles é fundamental: essas crianças precisam do seu acompanhamento diferenciado e próximo.
Mesmo que contem com a ajuda dos colegas nas propostas em duplas, é indispensável a intervenção direta e constante do professor. Seu apoio será importante, em certos momentos, para incentivá-las a continuar manifestando suas idéias. A relação que você estabelece com a criança e com o que ela produz é fundamental para que se sinta capaz de aprender. Em outros momentos, porém, cabem intervenções mais explícitas para que fiquem atentas às características do sistema de escrita; é o caso, por exemplo, de quando você pede para ajudarem a escrever certas palavras, faz perguntas sobre as letras iniciais ou finais etc.
Apresentamos a seguir algumas orientações gerais, que serão úteis no encaminhamento de qualquer atividade, com o intuito de criar condições para atender o maior número possível de alunos com dificuldades.




1. De posse das sondagens realizadas e da comparação dos resultados, identifique os alunos que necessitam de mais ajuda. Esse procedimento é essencial. É verdade que no dia-a-dia você obtém muitas informações acerca do que cada aluno já sabe. Mas as sondagens servem justamente para fortalecer essas impressões e, ao mesmo tempo, garantir que nada escape ao seu olhar. Sempre há alunos que não chamam tanto a atenção e não costumam pedir ajuda (são tímidos ou preferem não se manifestar), mas mostram ao longo do ano avanços menos significativos do que seria esperado, indicando que necessitam de um acompanhamento próximo – e isso não seria percebido sem a realização de sondagens periódicas.






2. Organize as duplas de modo que os dois parceiros estejam em momentos razoavelmente próximos em relação às hipóteses de escrita. Mais uma utilidade das sondagens: permitir que você agrupe os alunos de acordo com critérios mais objetivos. É sempre importante lembrar que a função das duplas não é garantir que todos façam as atividades corretamente, mas favorecer a mobilização dos conhecimentos de cada um, para que possam avançar. Lembre-se também de que uma boa dupla (a chamada dupla produtiva) é aquela em que os integrantes fazem uma troca constante de informações; um ajuda de fato o outro, e ambos aprendem. Preste muita atenção às interações que ocorrem nas duplas e promova trocas de acordo com o trabalho a ser desenvolvido.






3. Organize a classe de modo a deixar os alunos que mais necessitam de ajuda mais próximos de você, de preferência nas fileiras da frente. A tarefa do professor é altamente complexa. Inúmeras variáveis intervêm para que o objetivo de favorecer a aprendizagem de todos seja alcançado. Às vezes, detalhes permitem gerenciar melhor a ajuda que você pode oferecer. Um deles é o modo de organizar o espaço da classe. Se os alunos que demandam mais apoio e se dispersam com facilidade estiverem mais próximos a você, será mais fácil observar, orientar e intervir no trabalho que realizam.






4. Explique a todos o que deve ser feito em cada atividade, mesmo naquelas complementares, propostas apenas para os alunos que já escrevem convencionalmente. Este é mais um cuidado para potencializar a ajuda valiosa que você pode oferecer aos alunos que têm dificuldade. Se todos os alunos já sabem o que precisam fazer, seu apoio será mais produtivo para os que necessitam dele. Não se esqueça de explicar também a atividade complementar, a ser feita apenas por aqueles que trabalham num ritmo mais rápido, por lidarem melhor com os conteúdos propostos.






5. Após ter dado orientação para todos os alunos, caminhe entre eles e observe seus trabalhos, especialmente os daqueles que têm mais dificuldades. É importante circular entre os alunos enquanto eles trabalham por diversos motivos: avaliar se compreenderam a proposta, observar como estão interagindo, garantir que as informações circulem e que todos expressem o que sabem. Quando necessário, procure questionar e interferir, evitando criar a idéia de que qualquer resposta é válida. Observe também se o grau de dificuldade envolvido na proposta não está muito além do que podem alguns alunos, se não está excessivamente difícil para eles. Cada atividade propõe desafios destinados a favorecer a reflexão dos alunos. Muitas vezes você deverá fazer ajustes: questionar alguns para que reflitam um pouco mais, oferecer pistas para ajudar os inseguros. Você encontra sugestões para isso na orientação de cada atividade sugerida.
6. Se tiver muitos alunos que dependem de sua ajuda, acompanhe algumas duplas num dia e outras no dia seguinte. Lembre-se de que é necessário planejar diariamente atividades dedicadas à reflexão sobre o sistema de escrita (de escrita ou de leitura pelo aluno), já que esta é uma das prioridades do 1º ano. O desafio proposto para nós, professores, é muito grande, e sabemos que gerenciá-lo é uma arte. Não podemos ajudar todos, o tempo todo. Por isso, você precisa se organizar para melhorar as intervenções do ponto de vista qualitativo. Uma forma de garantir esse acompanhamento é sempre dar atenção particular a alguns alunos a cada dia. Além disso, a organização do trabalho em duplas permite que, mesmo nos momentos em que não contam com sua ajuda, possam trocar informações e se confrontar com idéias diferentes.
*FONTE: Guia para o planejamento do professor alfabetizado - VOL 3 (SMESP)

RETIRADO DO BLOG ALFABETIZAÇÃO E CIA.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Jogos

retirado do blog Anotações da pro rirela
Baralho... um recurso super legal!
Gente, aprendi hoje com a Betty, no blog http://mate-magica.blogspot.com/
que o baralho é um recurso muito bom para se trabalhar. Vejam só:





O baralho que conhecemos (utilizado para os jogos de carteado) pode ser um recurso barato, fácil ( já está pronto e pode ser comprado em qualquer padaria de SP), é muito útil nas aulas de Mate-Mágica .

Algumas sugestões de JOGOS :
( 1º ao 3º ano)

-"FAÇA 10 !!!"
-até 4 jogadores;
-36 cartas ( de um baralho comum retire as figuras : reis, damas e valetes e as 4 cartas de valor 10);
-distrubuir as cartas entre os jogadores, deixando-as em montinhos voltadas para baixo;
-virar uma carta na mesa ( se sobrarem mais, deixá-las viradas);
cada jogador - na sua vez - irá virar a carta de cima do seu monte e tentará completar um total de 10 pontos com as cartas viradas que estão na mesa. Fazendo 10 pontos , ficará com as cartas e constituirá um novo monte com elas;
- se o jogador não conseguir formar o 10 pontos deverá deixar a sua carta na mesa;
- o jogo acaba quando não for mais possível formar 10 pontos;
-vence quem tiver maior nº de cartas ( ou maior nº de pontos - isto deve ser combinado ANTES do jogo começar).

VARIAÇÕES :
-para começar, ou com os jogadores "iniciantes" podemos - após distribuir as cartas - ir virando a carta de cima do monte e enunciar o quanto falta para chegar a 10.
-podemos confeccionar e acrescentar cartas com valor 10, 20, 30,....90 e jogar o "FAÇA 100 !!!"
- idem , confeccionar cartas 100, 200, ...900 e jogar o "FAÇA 1000!!!"

-" GANHA QUEM CHEGA A ZERO !!!"
-até 4 jogadores;
- 12 cartas ( 2 de cada) numeradas de 1 a 6 (OU 2 dados);
-cada jogador começa o jogo com 40 pontos (pode-se estipular outros valores, para as crianças menores podemos começar com 20 pontos);
-as cartas ficam num monte no centro da mesa, e voltadas para baixo. Cada jogador na sua vez vira 1 carta e subtrai este valor do total de seus pontos ( 40-6, por exemplo se virou a carta com valor 6);
-Quem chegar 1º a ZERO pontos ganha o jogo.

VARIAÇÃO :
-para as crianças menores ou iniciantes podemos usar palitos para auxiliar : cada jogador recebe 40 palitos ( ou o valor estipulado para começar o jogo) e a cada jogada " retira" do total o nº de palitos correspondente ao valor das cartas que recebeu. É "mais visível ".
É uma forma divertida da garotada começar a trabalhar com a adição e a subração usando o cálculo mental. Experimentem !
Beijos embaralhados ! Betty

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Leituras

Domingo, 5 de Julho de 2009
A feiticeira ilusão
Histórias que a menina-serpente contou
Ilma Maria Canauna
Fábio Cardoso dos Santos
Tati Móes
São Paulo: Cortez, 2007

A feiticeira da Ilusão

Conversando com Ecubu, perguntamos-lhes como a Terra nasceu, e la nos contou...

-Ah, essa é uma história daquelas em que ninguém acredita porque aconteceu antes do Tempo dos Espelhos, no amanhã do novo alvorecer. Primeiro foram criados muitos mundos e não se esperava por este.

Havia três guerreiros gêmeos valentes que viviam pelo espaço formando estrelas. Um dia, eles brincavam com as estrelas quando, de repente, notaram uma meiga mulher, a Roda do Tempo, que tinha por trabalho criar mundos. Os irmãos tentaram atrair sua atenção, mas ela não os atendeu e continuou fazendo seu trabalho.

Então, os irmãos decidiram fazer um torneio e quem vencesse ficaria com ela. Para que não pairasse nenhuma dúvida sobre quem seria o vencedor do torneio, chamaram imediatamente o Vento.

O primeiro a lançar o desafio foi Quimbala, o fogo, que com seu calor transformava tudo o que por ele passava. O segundo, Decori, era a água, que com sua mansidão dava vida a tudo que tocava. E o terceiro, Tifuro, a luz, que por onde passava criava e dava vida.

Transcorria o torneio, e quem conseguiu chamar a atenção da Roda do Tempo, a criadora de mundos, casaria com ela. Mas o que os irmãos não sabiam era que Filaco, a feiticeira da ilusão, estava ouvindo tudo e ficou muito enciumada por não ter sido escolhida por nenhum deles.

Filaco planejou uma vingança. Ela esperaria o início do torneiro e, quando um dos irmãos vencesse, se disfarçaria de Roda do Tempo e o trancaria eternamente em seu coração.

Assim, que o torneio começou, Filaco disfarçou-se de nuvem para poder observar tudo sem ser reconhecida. Assim que o dia amanheceu, a criadora de mundos começou seu trabalho.

Quimbala, o fogo, pôs-se a rodopiar à sua volta criando formas inusitadas e transformando tudo o que ela criava, para tentar atrair sua atenção, mas não conseguiu.

O segundo, Decori, também rodopiou em torno dela e criou pingos de água que caíram sobre seu corpo, mas ela não se deteve mais que um segundo e continuou a trabalhar, enquanto as gotas escorriam sobre seu rosto.

Mas Tifuro esperou escurecer e levou a luz do amanhecer ao firmamento. Roda do Tempo ficou hipnotizada com aquela maravilha e com o mesmo encantamento esperou o entardecer. Tifuro criou a Lua e deu-lha de presente.

Em seguida, o Vento proclamou Tifuro vencedor, mas a feiticeira Filaco não quis apenas um irmão, e resolveu aprisionar os três.

Contudo, o Vento, que ouvia pensamentos, logo percebeu o que Filaco tinha em mente e tentou avisar os irmãos. Pegou-os num sopro arrebatador e misturou-os como três elementos principais: água, fogo e luz, que adquiriram muita resistência. Depois, correu para contar à Rodas do Tempo o que estava acontecendo, para que Filaco, em sua paixão, não os machucasse. Então, Roda do Tempo os transformou na Terra.

Filaco, em sua paixão desesperadora, suplicou ao Criador perdão pelo que tentara fazer e pediu-lhe que não a deixasse longe dos três irmãos. Comovido com tamanha dor, o Criador tranformou-a em três plantas: inhame. cará e milho.

... e assim de amor e também de paixão a África foi povoada e a vida se perpetuou...

Postado por Prô Rirela às Domingo, Julho 05, 2009
Marcadores: África

domingo, 28 de junho de 2009

Leituras

Quando os Vilões se Encontram

Estavam todos lá. Pense num, em qualquer um, e ele estava lá. O Capitão Gancho? Lá. A madrasta e as irmãs de Cinderela? Lá. A Rainha Malvada de Branca de Neve? Também. A Bruxa Má do Oeste? É claro que estava lá!

E isso sem falar em Dick Vigarista, Freddy Krueger, Coringa, Darth Vader, Mancha Negra, Lex Luthor, Cavaleiro Negro e mais algumas bruxas, uns dragões e outros monstros.

Era a Reunião Universal dos Inimigos Malvados, a R.U.I.M.

Todos chegaram à meia-noite em ponto ao Salão Negro do Castelo das Assombrações.

O Lobo Mau, que era o presidente da associação, tomou a palavra e disse:

– Caros vilões, estamos aqui reunidos por um motivo muito importante: ninguém respeita nossos direitos. Em todos os finais de história nós apanhamos e perdemos, sempre. Basta! Precisamos lutar contra isso! Precisamos virar a mesa, certo?

– Certo! – gritaram todos.

– Pois bem, meus amigos, e para lutar pelos nossos direitos proponho que fundemos um partido político, o PPPP: Partido dos Pulhas, Patifes e Pilantras! Quem estiver de acordo levante a mão, o gancho ou o rabo.

Imediatamente todos os vilões levantaram alguma coisa.

– Então, meus caros – continuou o Lobo Mau –, solenemente declaro fundado o PPPP. Com ele, em breve vamos concorrer aos principais cargos públicos. Seremos vereadores, deputados e senadores, governadores e prefeitos. Talvez até façamos o presidente!

“Urruuuuu!”, “Éééééé!”, “Fiiiiiiiu!”, “É nóis!”, urraram, assobiaram e gritaram os vilões, entusiasmados.

Nesse instante, o Lobo teve a idéia do slogan de sua candidatura: “Lobo Mau: Ninguém gosta mais de vovozinhas do que ele”.

Muitos outros vilões também começaram a imaginar como seriam suas campanhas. Por exemplo:
Segunda parte
Darth Vader pensou em espalhar panfletos com sua foto por toda a cidade, dizendo: "Vote em Darth Vader - o candidato das estrelas".

Capitão Gancho imaginou uma foto de seu gancho com os dizeres: “Este não vai botar a mão no dinheiro público.”

Fred Krueger pensou em fazer umas camisetas onde haveria uma foto sua e, embaixo dela, a frase: "Este é o candidato dos seus sonhos.”

Dick Vigarista iria fazer uma carreata e distribuir medalhas para todos, que nem ele faz com o Mutley.

A Madrasta queria espalhar folhetos com sua proposta de governo: “Trabalho para todos, principalmente para Cinderela”.

A Rainha Malvada da Branca de Neve sonhava em distribuir maçãs grátis para todos no dia da eleição.

A Bruxa Má do Oeste criou uma música que começava assim: "Se você é do norte, do sul, ou do leste, vote na Bruxa Má do Oeste..."

E o Coringa imaginou um comercial de televisão onde todo mundo teria uma risada igual à dele, e no final surgiria o slogan: "Vote no Coringa e ganhe um sorriso permanente!"

Todos estavam assim, sonhando com suas campanhas, quando Voldemort, o inimigo de Harry Porter, perguntou em voz alta: “Mas onde vamos conseguir dinheiro para pagar nossos cartazes, programas de televisão, músicas para pôr no rádio, medalhas, camisetas, maçãs etc...?
O Lobo Mau ajeitou sua cartola e respondeu:
Tereceira Parte
“Vamos roubar o Banco Central, é claro. Vai ser assim: o Coringa usa seu gás do riso nos guardas, eu arrombo o cofre com meu sopro, o Capitão Gancho e Freddy Krueger enchem as mãos de dinheiro e depois fugimos no carro de Dick Vigarista.”

Todos bateram palmas para o Lobo, menos Darth Vader, que falou:

“A idéia é boa, mas não vai dar certo. Esses bancos têm câmeras. Se mostrarem o assalto na tevê, ninguém mais vai votar na gente.”

“É verdade, é verdade...”, concordaram todos.

“Então só vejo uma saída...”, falou o Lobo: “Teremos que trabalhar.”

O pessoal não gostou muito da idéia, mas, como não tinha outro jeito, todos começaram a procurar algum modo de ganhar dinheiro honestamente:

- a Madrasta da Banca de Neve foi vender maçãs na feira,

- Dick Vigarista virou chofer de táxi.

- a Bruxa Má do Oeste conseguiu emprego de aeromoça,

- Freddy Krueger passou a vender sonhos numa padaria,

- as filhas da madrasta da Cinderela colocaram uma placa na porta de casa com os dizeres: “Manicure e Pedicure. Fazemos unhas decoradas”,

- Orochimaru, o inimigo de Naruto, começou a dar aulas particulares de treinamento ninja,

- o Coringa começou a vender dentaduras tamanho GGG nos faróis, dizendo: "Deixe seu sorriso maior ainda",

- Darth Vader conseguiu emprego num restaurante como descascador de batatas,

- Mancha Negra virou vendedor de cartuchos de impressora e tonner,

- e o Lobo Mau foi fazer bico num zoológico.

Depois de três meses de trabalho duro, eles juntaram tudo o que conseguiram guardar e levaram o dinheiro até uma agência de publicidade.

O dono da agência olhou para aquele monte de moedas e notas de um real, e disse: “Pessoal, este dinheirinho de vocês não dá para nada. Aqui deve ter uns mil reais. Mas a campanha de um candidato a deputado federal custa pelo menos um milhão.”

“Um milhão!”, assustaram-se os vilões.

“E de um candidato só”, explicou o dono da produtora. “Com o dinheiro de vocês só vai dar para fazer uns cartazes e umas camisetas.”

Foi o que os vilões fizeram. Cada um ficou com um cartaz e uma camiseta com o seu rosto.
Aí, no dia da eleição, eles resolveram fazer um comício.
Quarta parte

Para atrair as pessoas, os vilões transformaram o automóvel de Dick Vigarista num carro de som. Lá dentro, Darth Vader dizia pelo alto-falante com sua voz cavernosa: “Venham, venham para o grande comício do PPPP!”

No palco, Voldemort realizava mágicas, o Pizza-Bomba executava malabarismos com sua pizza e Kevin, o inimigo do Ben10, fazia um show de fogo. Lá embaixo, Fred Krueger e Capitão Gancho apertavam as mãos das pessoas. Tudo para atrair os eleitores.

Quando já havia bastante gente ali em volta, o Lobo Mau subiu no palanque e começou seu discurso:

“Caros cidadãos, nós, do PPPP, queremos pedir o seu vo...”

Mas nem deu para ele falar o “to”.

É que do outro lado da rua apareceu um gigantesco caminhão, daqueles de trio elétrico, e em cima dele havia tudo quanto é tipo de herói: Mickey, Peter Pan, Cinderela, Branca de Neve, Penélope Charmosa, Batman, Super-Homem, Dorothy, Lucke Skywalker, Naruto, e a líder de todos, a Chapeuzinho Vermelho.

Fogos estouravam no ar, tocava uma música da Ivete Sangalo e todos os heróis dançavam. Na lateral do caminhão estava escrito com umas letras bem grandes: "Vote no PFF, o Partido dos Finais Felizes."

Isso mesmo, os mocinhos também estavam participando das eleições.

Quando o supercaminhão chegou perto do palanque, o Lobo Mau perguntou para a Chapeuzinho: “Onde é que vocês conseguiram dinheiro para tudo isso?”

E a Chapeuzinho respondeu: “Foram as empresas que deram para a gente. Por exemplo, o Mickey recebeu dinheiro da Disney. Se ele ganhar, vai tentar fazer com que o governo dê um tantão de terra para eles construírem um parque na Amazônia.”

“E você?”, perguntou o Lobo para a Chapeuzinho.

Ela respondeu: “Eu recebi doações de uma fábrica de chapéus. Se eu ganhar, meu primeiro projeto vai ser obrigar o uso do chapéu nas escolas, assim a empresa que me deu o dinheiro vai ficar mais rica.”

Então o supercaminhão do PFF se afastou e todo o povo foi dançando atrás dele.

Os vilões ficaram ali, sozinhos.

No dia seguinte, quando contaram os votos, o resultado foi que...

Final
...cada um dos vilões conseguiu apenas um voto. Ou seja, cada um votou em si mesmo. E foi só. Os mocinhos conseguiram todos os outros votos.
Os vilões se reuniram no Salão Negro do Castelo das Assombraçoes para dissolver o PPPP. Estavam todos cabisbaixos. O Lobo Mau até uivava de tristeza. qaundo ele conseguiu parar com os ganidos, desabafou:
- Desta vez fizemos tudo certo. Até trabalhamos honestamente. Mesmo assim fomos derrotados...
- Os mocinhos venceram porque tinham muito dinheiro - falou o Capitão Gancho.
- E porque pareciam bonzinhos - suspirou Dick Vigarista.
- Nesse negócio de política, tem de ser mais vilão que os vilões - disse Darth Vader com sua voz de trovão.

José Roberto Torero é autor deste conto colaborativo. é formado em Letras e Jornalismo, escritor de váriuos livros e roteirista de cinema e televisão.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Textos para estudo

Língua Portuguesa
Alfabetização inicial

Edição 190 | 03/2006
Quem conta um causo aprende a ler
O suspense dos contos de assombração ajudou a professora Rosany a dar continuidade à alfabetização de sua turma de 2 ª série e a resgatar as histórias contadas pela comunidade

Paola Gentile (pagentile@abril.com.br)
Rosany lê contos de assombração: momentos de magia que ajudaram na alfabetização da turma. Foto: Luís Moraes
Rosany lê contos de assombração:
momentos de magia que ajudaram
na alfabetização da turma. Foto: Luís Moraes

Medo, arrepios, suspense e calafrios. Essas foram algumas das expressões usadas pelos alunos de 2ª série da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Associação da Paz, de Paragominas (PA), para caracterizar os contos de assombração. Essas narrativas, assustadoras e cativantes, fizeram parte das aulas de Língua Portuguesa das crianças durante o primeiro semestre do ano passado. Disposta a dar continuidade à alfabetização da turma iniciada em 2004, a professora Rosany de Fátima Silva Guerreiro, 31 anos, escolheu os causos de arrepiar contados pelos pais e pelos familiares dos alunos como tema de seu projeto. A professora, que leciona há 14 anos, se inspirou em atividades que ela mesma vivenciou durante o programa de formação Escola que Vale - mantido pela Companhia Vale do Rio Doce em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Paragominas. Rosany propôs diversas situações para que os alunos se apropriassem da linguagem escrita e oral. Cada aluno teve contato com pelo menos uma dezena de livros do gênero, produziu cinco reescritas, elaborou um caderno de contos e participou de sarau literário com colegas de outras turmas e de outra escola.

Passo-a-passo e metodologia

1. A Leitura e a escolha dos contos

ConteÚdo Relacionado

Título

* Veja mais fotos e um vídeo sobre o projeto

Os momentos em que Rosany lia histórias de assombração para a turma eram de puro encantamento e magia. Essa atividade marcava o início de um processo que se repetiria várias vezes durante o projeto. Atenta aos detalhes, a garotada começou a perceber as características específicas desse tipo de narrativa (contos de assombração nunca começam com "era uma vez...", mas com "certa noite", "em um local tenebroso" ou algo tão assustador quanto). Rosany anotou as observações e as colocou em um cartaz. Foi enriquecedor também quando ela pediu aos estudantes para contar em quais momentos sentiram mais medo e de que forma ele se manifestou. Como o corpo reagiu às situações assustadoras? O coração bateu mais rápido? Os olhos se arregalaram? "Isso foi importante para que eles identificassem e descrevessem as emoções", analisa Rosany. Depois de nomear e escrever na lousa todas aquelas sensações, a professora solicitou que, coletivamente, eles fizessem o reconto oral, enquanto ela transcrevia esse novo texto.

2. Correção coletiva

Quando os alunos já estavam familiarizados com as novas palavras e com a história, Rosany entregou uma cópia do conto original a cada um para que acontecesse a leitura compartilhada. Nesse momento, a turma acompanhava no papel a leitura em voz alta da professora. Depois, cada um fez a própria reescrita. Desses textos individuais, a professora escolheu alguns para a revisão coletiva. Ela copiava um na lousa e as crianças davam palpites: alguns sugeriam palavras mais adequadas às situações narradas; outros percebiam erros ortográficos ou de concordância. Durante essa atividade, Rosany chamava a atenção para a estrutura narrativa e para a pontuação correta, ressaltando sempre a intenção do autor. Depois, todos liam e copiavam o texto revisado. Esse processo foi realizado com diversas histórias. Além de servir de escriba para os pequenos em produções coletivas, Rosany também organizou a classe em duplas em vários momentos para que os já alfabetizados escrevessem o texto elaborado pelos que ainda não dominavam a linguagem escrita.

3. Produção e apresentação

Durante o projeto, os alunos fizeram contato com as demais turmas e também com outra escola para chamá-las para o sarau literário. Escolhido o público, vez ou outra o grupo parava a atividade de reescrita e redigia um bilhete para os convidados contando como andava o projeto e o que estava sendo preparado para o evento. Rosany ensaiou várias vezes com os estudantes os contos que seriam apresentados. Nessas ocasiões, ela analisou a clareza da fala e a entonação, o ritmo e a seqüência dos fatos narrados. No dia do sarau, não faltaram fantasmas, mulas-sem-cabeça, sacis, esqueletos e muitos balões pretos na decoração do palco. As crianças, seguras do que estavam falando, conseguiram até botar medo nos colegas que assistiram à apresentação.

Língua Portuguesa

TEMA DO TRABALHO
Leitura e escrita de contos de assombração

2ª série

Objetivos e conteúdos
A principal meta de Rosany era dar seqüência à alfabetização e à formação de leitores e escritores competentes. Neste projeto, que teve a duração de quatro meses, os alunos conheceram um gênero da literatura pouco utilizado em sala de aula, os contos de assombração. Eles aprenderam a ouvir e a contar histórias, a planejar a escrita e a fazer a revisão dos textos e comentários sobre os livros lidos.

Avaliação
Comparando as redações feitas no início e no final das atividades, Rosany constatou o desenvolvimento da escrita da turma, com a diminuição do número de alunos pré-silábicos e silábicos e o aumento da porcentagem de alfabéticos e silábico-alfabéticos.

Quer saber mais?

Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Associação da Paz, Av. Tupinambás, s/no, 68625-970, Paragominas, PA, tel. (91) 3739-1062

Rosany de Fátima Silva Guerreiro, peqv@nortnet.com.br

sábado, 20 de junho de 2009

Reportagem

ANTÔNIO GOIS

da *Folha de S.Paulo, no Rio

Os professores brasileiros são os que mais desperdiçam com outras atividades o tempo que deveria ser dedicado ao ensino. No período em que deveriam estar dando aula, eles cumprem tarefas administrativas (como lista de chamada e reuniões) ou tentam manter a disciplina em sala de aula (em consequência do mau comportamento dos alunos).

A conclusão é de um dos mais detalhados estudos comparativos sobre as condições de trabalho de professores de 5ª a 8ª séries de 23 países, divulgado ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A pesquisa foi feita em 2007 e 2008.

O resultado não surpreendeu Roberto de Leão, presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação.

"Não li a pesquisa, mas é fato que muito do tempo do professor é roubado por tarefas que não deveriam ser dele. Ele precisa muitas vezes fazer a função de psicólogo, pai ou assistente social, já que todos os problemas sociais acabam convergindo para a escola."

Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, conta que, quando foi secretário de Educação em Pernambuco, vivenciou isso na prática.

"Fizemos uma pesquisa com o Banco Mundial que mostrou que boa parte do tempo do professor era para resolver questões que deveriam ser de responsabilidade de outros profissionais. Mas também detectamos que se perdia tempo com o professor falando de outros assuntos, em vez de tratar do conteúdo daquela disciplina."

O relatório da OCDE mostra que a maioria (71%, maior percentual registrado) dos professores brasileiros começou a dar aulas sem ter passado por um processo de adaptação ou monitoria. A média dos países nesse quesito é de 25%.

Os brasileiros também são dos que mais afirmam (84%) que gostariam de participar de cursos de desenvolvimento profissional. Esse percentual só é maior no México (85%).

As informações foram colhidas em questionários respondidos por diretores e professores de escolas (públicas e privadas) selecionadas por amostra. No Brasil, 5.687 professores responderam ao questionário, aplicado em 2007 e 2008.

Leão e Ramos concordam com o diagnóstico de que poucos professores passam por um processo de adaptação.

"Muitas vezes, o secretário tem que preencher logo as vagas após um concurso para não deixar alunos sem aula. É como trocar o pneu do carro em movimento, quando o ideal seria ter um tempo para preparar melhor o profissional que começará a dar aulas", diz Ramos.

Esse problema se agrava com a constatação na pesquisa de que os professores brasileiros trabalham com turmas com número de alunos (32) acima da média (24). Apenas no México, na Malásia e na Coreia do Sul essa relação é maior.

Eles também têm menos experiência em sala de aula do que a média --só 19% dão aula há mais de 20 anos; a média de todas as nações comparadas é 36%. Estão abaixo da média (89,6%) ainda no nível de satisfação com o trabalho: 84,7%, o quarto menor índice.

Diretores

A pesquisa investigou a visão dos diretores sobre problemas que afetam o aprendizado. O Brasil fica acima da média em questões como absenteísmo de docentes, atrasos e falta de formação pedagógica adequada.
Também foram listados problemas relacionados a alunos, como vandalismo, agressões ou trapaças no momento da prova.

A indisciplina se mostrou um problema mundial. Na média dos países, 60% dos diretores afirmaram ter, em alguma medida, distúrbios em sala de aula provocados pelo problema.

O México tem o maior percentual (72%); o Brasil tem exatamente o índice da média.

Diretores brasileiros foram dos que mais relataram ter pouca ou nenhuma autonomia para contratar, demitir ou promover professores por seu desempenho em sala de aula. No Brasil, só 27% disseram que podem escolher os professores. A média dos países é de 68%.