quarta-feira, 7 de abril de 2010

HISTÓRIA DAS COPAS

História das Copas do Mundo

De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol.

A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA ( Federation International Football Association).

A primeira edição da Copa do Mundo foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 16 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pôde ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.

Nas duas copas seguintes (1934 e 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final, realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro - RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 a 1 e tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol.

O Brasil sentiria o gosto de erguer a taça pela primeira vez em 1958, na copa disputada na Suécia. Neste ano, apareceu para o mundo, jogando pela seleção brasileira, aquele que seria considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Quatro anos após a conquista na Suécia, o Brasil voltou a provar o gostinho do título. Em 1962, no Chile, a seleção brasileira conquistou pela segunda vez a taça.

Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores ( Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros), o Brasil tornou-se pela terceira vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 a 1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da taça Jules Rimet.

Após o título de 1970, o Brasil entrou num jejum de 24 anos sem título. A conquista voltou a ocorrer em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Liderada pelo artilheiro Romário, nossa seleção venceu a Itália numa emocionante disputa por pênaltis. Quatro anos depois, o Brasil chegaria novamente a final, porém perderia o título para o pais anfitrião: a França.

Em 2002, na Copa do Mundo do Japão / Coréia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2 a 0.

Em 2006, foi realizada a Copa do Mundo da Alemanha. A competição retornou para os gramados da Europa. O evento foi muito disputado e repleto de emoções, como sempre foi. A Itália sagrou-se campeã ao derrotar, na final, a França pelo placar de 5 a 3 nos pênaltis. No tempo normal, o jogo terminou empatado em 1 a 1.

Em 2010, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo será realizada no continente africano. A África do Sul será a sede do evento.

Em 2014, a Copa do Mundo será realizada no Brasil. O evento retornará ao território brasileiro após 64 anos, pois foi em 1950 que ocorreu a última copa no Brasil.

Curiosidades sobre a História da Copa do Mundo de Futebol

- O recorde de gols em Copas é do francês Fontaine com 13 gols;

- O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo;

- O Brasil é o país com mais títulos conquistados: total de cinco;

- A Itália foi quatro vezes campeã mundial. A Alemanha foi três vezes, seguida das bi-campeãs Argentina e Uruguai. Inglaterra e França possuem apenas um título cada;

- A Copa do Mundo é o segundo maior evento esportivo do planeta;

- As Copas do Mundo da França (1998) e Japão / Coréia do Sul (2002) foram as únicas que tiveram a participação de 32 seleções. A Copa do Mundo da Alemanha 2006 teve o mesmo número de seleções participantes.

Os campeões de todos os tempos

Uruguai (1930) / Itália (1934) / Itália (1938) / Uruguai (1950) / Alemanha (1954) / Brasil (1958) / Brasil ( 1962) / Inglaterra ( 1968) / Brasil (1970) / Alemanha (1974) / Argentina (1978) / Itália (1982) / Argentina (1986) / Alemanha (1990) / Brasil (1994) / França (1998) / Brasil (2002), Itália (2006).

Sugestões de leitura:

- Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo - Paulo Vinicius Coelho, Panda Books

- Moderno Almanaque das Copas do Mundo - Gláucia Parreira, Yendis

- Copas do Mundo: Histórias e Estatísticas - Luiz Fernando Baggio Monclar, Axcell Books

- Brasil em Copas do Mundo - Barbosa Filho, Panoramas do Saber.

http://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/historiadacopa.htm--

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Foto : Zakumi mascote da copa 2010 da África do Sul

Zakumi é o nome do mascote para a Copa 2010 da África do Sul, o leopardo de cabelos verdes, é meio estranho logo que o analizamos, mas vale a festa. Foi criado porAndries Odendaal.



América do Sul – Brasil, Chile, Paraguai, Argentina e Uruguai;



América do Norte e Central – Estados Unidos, México, Honduras;



Europa – Espanha, Suíça, Inglaterra, Holanda, Dinamarca, Alemanha, Eslováquia, Itália, Sérvia, Portugal, França, Eslovênia e Grécia;



África – África do Sul, Costa do Marfim, Gana, Camarões, Nigéria e Argélia;



Ásia – Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão e Austrália;

Oceânia – Nova Zelândia.

http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://camiloaparecido.blog.terra.com.br/files/2009/11/zakumi_mascot_personagem_copa2010.jpg&imgrefurl=http://camiloaparecido.blog.terra.com.br/2009/11/19/&h=549&w=500&sz=39&tbnid=trTrtpcJQ62IpM:&tbnh=236&tbnw=215&prev=/images%3Fq%3DMASCOTE%2BDA%2BCOPA%2B2010&hl=pt-BR&usg=__87FWB33qv1rtdJu1FqTyqHnXbac=&ei=5He8S6yfNY3M9gT5ncjjBw&sa=X&oi=image_result&resnum=1&ct=image&ved=0CA0Q9QEwAA



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COPA 201O


Veja todos os grupos:

Grupo A
África do Sul
México
Uruguai
França

Grupo B
Argentina
Nigéria
Coreia do Sul
Grécia

Grupo C
Inglaterra
Estados Unidos
Argélia
Eslovênia

Grupo D
Alemanha
Austrália
Sérvia
Gana

Grupo E
Holanda
Dinamarca
Japão
Camarões

Grupo F
Itália
Paraguai
Nova Zelândia
Eslováquia

Grupo G
Brasil
Coreia do Norte
Costa do Marfim
Portugal

Grupo H
Espanha
Suíça
Honduras
Chile

http://djesuspraciano.blog.terra.com.br/2009/12/04/copa-201o/

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A Copa do Mundo de 2010 da FIFA será realizada na África do Sul entre os dias 11 de Junho e 11 de Julho. Esta será a primeira vez que a Copa do Mundo acontecerá na África, deixando a Oceania como o único continente a ainda não realizar o maior evento de futebol do planeta.

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Grupo A
JOGO DIA/HORA CONFRONTO LOCAL ESTÁDIO
1 11/06/2010 - 11:00 afsÁfrica do SulXmexMéxico Johanesburgo Soccer City
2 11/06/2010 - 15:30 uruUruguaiXfraFrança Cidade do Cabo Green Point
17 16/06/2010 - 15:30 afsÁfrica do SulXuruUruguai Pretória Loftus Versfeld
18 17/06/2010 - 15:30 fraFrançaXmexMéxico Polokwane Peter Mokaba
33 22/06/2010 - 11:00 mexMéxicoXuruUruguai Rustenburg Royal Bafokeng
34 22/06/2010 - 11:00 fraFrançaXafsÁfrica do Sul Bloemfontein Free State
Grupo B
JOGO DIA/HORA CONFRONTO LOCAL ESTÁDIO
3 12/06/2010 - 11:00 argArgentinaXnigNigéria Johanesburgo Ellis Park
4 12/06/2010 - 08:30 cdsCoreia do SulXgreGrécia Port Elizabeth Nelson Mandela
19 17/06/2010 - 11:00 greGréciaXnigNigéria Bloemfontein Free State
20 17/06/2010 - 08:30 argArgentinaXcdsCoreia do Sul Johanesburgo Soccer City
35 22/06/2010 - 15:30 nigNigériaXcdsCoreia do Sul Durban Durban
36 22/06/2010 - 15:30 greGréciaXargArgentina Polokwane Peter Mokaba
Grupo C
JOGO DIA/HORA CONFRONTO LOCAL ESTÁDIO
5 12/06/2010 - 15:30 ingInglaterraXeuaEstados Unidos Rustenburg Royal Bafokeng
6 13/06/2010 - 08:30 algArgéliaXeslEslovênia Polokwane Peter Mokaba
22 18/06/2010 - 11:00 eslEslovêniaXeuaEstados Unidos Johanesburgo Ellis Park
23 18/06/2010 - 15:30 ingInglaterraXalgArgélia Cidade do Cabo Green Point
37 23/06/2010 - 11:00 eslEslovêniaXingInglaterra Port Elizabeth Nelson Mandela
38 23/06/2010 - 11:00 euaEstados UnidosXalgArgélia Pretória Loftus Versfeld
Grupo D
JOGO DIA/HORA CONFRONTO LOCAL ESTÁDIO
7 13/06/2010 - 15:30 aleAlemanhaXausAustrália Durban Durban
8 13/06/2010 - 11:00 serSérviaXganGana Pretória Loftus Versfeld
21 18/06/2010 - 08:30 aleAlemanhaXserSérvia Port Elizabeth Nelson Mandela
24 19/06/2010 - 11:00 ganGanaXausAustrália Rustenburgo Royal Bafokeng
39 23/06/2010 - 15:30 ganGanaXaleAlemanha Johanesburgo Soccer City
40 23/06/2010 - 15:30 ausAustráliaXserSérvia Nelspruit Mbombela
Grupo E
JOGO DIA/HORA CONFRONTO LOCAL ESTÁDIO
9 14/06/2010 - 08:30 holHolandaXdinDinamarca Johanesburgo Soccer City
10 14/06/2010 - 11:00 japJapãoXcamCamarões Bloemfontein Free State
25 19/06/2010 - 08:30 holHolandaXjapJapão Durban Durban
26 19/06/2010 - 15:30 camCamarõesXdinDinamarca Pretória Loftus Versfeld
43 24/06/2010 - 15:30 dinDinamarcaXjapJapão Rustenburgo Royal Bafokeng
44 24/06/2010 - 15:30 camCamarõesXholHolanda Cidade do Cabo Green Point
Grupo F
JOGO DIA/HORA CONFRONTO LOCAL ESTÁDIO
11 14/06/2010 - 15:30 itaItáliaXparParaguai Cidade do Cabo Green Point
12 15/06/2010 - 08:30 nzlNova ZelândiaXeslEslováquia Rustenburgo Royal Bafokeng
27 20/06/2010 - 08:30 eslEslováquiaXparParaguai Bloemfontein Free State
28 20/06/2010 - 11:00 itaItáliaXnzlNova Zelândia Nelspruit Mbombela
41 24/06/2010 - 11:00 eslEslováquiaXitaItália Johanesburgo Ellis Park
42 24/06/2010 - 11:00 parParaguaiXnzlNova Zelândia Polokwane Peter Mokaba
Grupo G
JOGO DIA/HORA CONFRONTO LOCAL ESTÁDIO
13 15/06/2010 - 11:00 cmaCosta do MarfimXporPortugal Port Elizabeth Nelson Mandela
14 15/06/2010 - 15:30 braBrasilXcdnCoreia do Norte Johanesburgo Ellis Park
29 20/06/2010 - 15:30 braBrasilXcmaCosta do Marfim Johanesburgo Soccer City
30 21/06/2010 - 08:30 porPortugalXcdnCoreia do Norte Cidade do Cabo Green Point
45 25/06/2010 - 11:00 porPortugalXbraBrasil Durban Durban
46 25/06/2010 - 11:00 cdnCoreia do NorteXcmaCosta do Marfim Nelspruit Mbombela
Grupo H
JOGO DIA/HORA CONFRONTO LOCAL ESTÁDIO
15 16/06/2010 - 08:30 honHondurasXchiChile Nelspruit Mbombela
16 16/06/2010 - 11:00 espEspanhaXsuiSuiça Durban Durban
31 21/06/2010 - 11:00 chiChileXsuiSuiça Port Elizabeth Nelson Mandela
32 21/06/2010 - 15:30 espEspanhaXhonHonduras Johanesburgo Ellis Park
47 25/06/2010 - 15:30 chiChileXespEspanha Pretória Loftus Versfeld
48 25/06/2010 - 15:30 suiSuiçaXhonHonduras Bloemfontein Free State
* Horários de Brasília

http://mail.mailig.ig.com.br/mail/?AuthEventSource=SSO#drafts/127d844e6f557ecb
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QUINTA-FEIRA, 31 DE MAIO DE 2007
África do Sul - A lenda da Girafa

O povo da tribo zulu acredita que o homem chegou à Terra escorregando pelo pescoço de uma girafa, por isso a Arte desta tribo está extritamente ligada a este animal.

Existem diferentes formas de representar a Girafa. Algumas são feitas de madeira, outras de cerâmica, arames e decoradas com miçangas.

Esta girafa ao lado é típica do povo da tribo zulu, da província de KwaZulu-Natal. A girafa tem seu corpo esculpido em madeira e coberto com miçangas coloridas.
Foto retirada do site:http://www.sergiosakall.com.br/tudo/raku.htm, em 31/05/2007.
Será que o mundo foi criado realmente como nós acreditamos??? Por que sempre pensamos que o nosso modo de "pensar" é o mais correto??
http://mail.mailig.ig.com.br/mail/?AuthEventSource=SSO#drafts/127d84fe75ed383f

domingo, 4 de abril de 2010


NEM TUDO É FÁCIL - Cecília Meireles

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.

É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.

É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.

É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.

É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.

É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.

É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas...

É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?

Se alguém errou com você, perdoa-o...

É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga...

É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça...

É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o...

É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível

Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!

Indisciplina

A pertinência da relação
Professor X Aluno
Uma análise disciplinar



A indisciplina gerada no ambiente escolar tem sido alvo de vários questionamentos por parte dos profissionais da educação, pois tornou-se um dos entraves diante deste processo, no que se refere ao fazer pedagógico como um todo.

O educador parece não dispor mais da devida autonomia dentro da sala, enfrentando problemas como falta de respeito, baixo rendimento da turma e falta de interesse em relação aos conteúdos ministrados.

Frente a esta realidade que o cerca, ele, no objetivo de solucionar a questão, acaba apostando em metodologias frustradas e ineficazes.

Uma delas é o castigo como forma de repressão, cujo resultado, muitas vezes, é a própria repulsa por parte do educando, instaurando com isso um clima de competitividade entre a convivência, no qual nada contribui para que a problemática seja amenizada.

Diante disso, torna-se interessante repensar sobre a atuação docente, uma vez que a indisciplina pode ter raízes na relação professor X aluno. O fato se comprova partindo do princípio de que o relacionamento pautado no respeito mútuo e na cooperação são requisitos básicos para a concretude dos objetivos almejados.

Para isto, algumas medidas tendem a colaborar para a eficácia dos resultados com base nos seguintes princípios:

# Diante de um problema surgido em sala, o aluno espera o dinamismo, a autenticidade do professor frente às tomadas de decisões, sem que estas impliquem a participação de algum membro relacionado à parte administrativa da entidade, como diretor, coordenador pedagógico, entre outros.

# Procurar manter a autoridade sem demonstrar autoritarismo é imprescindível para que o aluno se sinta “sujeito” de sua própria vivência, onde o respeito será algo conquistado paulatinamente, não algo imposto por meio de regras previamente determinadas.

# Promover situações-problemas, propiciando um clima de reflexão a respeito de “possíveis” conflitos, procurando sempre fazer com que os educandos se coloquem no lugar da pessoa afetada. Tal medida aprimora o caráter e a personalidade, como também valoriza a importância do poder de decisões.


Enfim, frente a esta postura, não significa que o educador deve se redimir do seu verdadeiro papel, possibilitando com isso a desordem, mas que no mínimo sua didática esteja adequada ao universo de seu público-alvo e que suas relações estejam voltadas a favorecer gradativamente um ambiente de respeito e reciprocidade, com base em princípios morais e éticos.


Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

quinta-feira, 25 de março de 2010

ponteira de páscoa

RETIRADA DO BOLG OFICINA DE CRIATIVIDADE



quarta-feira, 3 de março de 2010

Jorge Da Capadócia

Jorge Ben Jor

Composição: Jorge Ben Jor

Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos, não me peguem, não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal

Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

Jorge é de Capadócia, viva Jorge!
Jorge é de Capadócia, salve Jorge!

Perseverança, ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor
Perseverança, ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum
Ogam, Ogam toca pra Ogum

Jorge é da Capadócia
Jorge é da Capadócia
Jorge é da Capadócia
Jorge é da Capadócia

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum

Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum

Jorge da Capadócia (várias vezes)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

UM DECÁLOGO PARA ENSINAR A ESCREVER Auguste Pasquier e Joaquim Dolz

RETIRADO DO BLOG ALFABETIZAÇÃO E CIA

UM DECÁLOGO PARA ENSINAR A ESCREVER

Auguste Pasquier e Joaquim Dolz




Como cada professor sabe e experimenta cotidianamente em sua sala de aula de língua, não é fácil ensinar a composição escrita. Produzir um texto é uma atividade extremamente complexa que exige múltiplas capacidades e que necessita de uma aprendizagem lenta e prolongada.
Por isso, às vezes, vêm o desânimo, o sentimento de estar trabalhando em vão e a impressão de que, ao final, há alunos que “sabem escrever” e outros que “não sabem” e, ainda, alguns que “nunca saberão” apesar de todos os nossos esforços.
Esse pessimismo é compreensível, mas está fora de lugar, já que existem na atualidade meios didáticos para desenvolver as capacidades de escritura dos alunos. Esses meios foram experimentados em diferentes unidades escolares, sob o controle de pesquisadores (Dolz, Rosat & Schneuwly, 1991; Dolz, 1995), com resultados esperançosos.
A capacidade de produzir um texto coerente em relação aos conteúdos e com um mínimo de coesão linguística não é um dom exclusivo de uma minoria seleta, mas uma capacidade ao alcance de todo indivíduo escolarizado, se lhe damos as condições de ensino e aprendizagem adequadas. Para isso, por outro lado, é preciso que o professorado conheça os instrumentos didáticos atualmente disponíveis e, que tenha idéias claras sobre o ensino da produção escrita, de maneira que não se perca em atividades entediantes, repetitivas, desnecessárias e, sobretudo, pouco eficazes.
Neste artigo, propomo-nos a relembrar, de maneira breve e simples, algumas das opções atuais em termos de ensino-aprendizagem da composição escrita (ver também Camps, 1994), mostrando como essas opções diferem daquelas que fundamentaram o ensino até a década de oitenta. Temos uma dupla pretensão: esclarecer as principais linhas da ação didática que defendemos e apresentar uma menção a alguns dos meios disponíveis.
Entre os muitos pontos que poderíamos tratar, elegemos dez que nos parecem essenciais, sem que este decálogo constitua uma lista exaustiva.



1. Diversidade Textual
O primeiro aspecto que cabe destacar ao se abordar o ensino da composição escrita é o da variedade de textos (Schneuwly, 1992). Este objeto de aprendizagem não é um objeto único, indiferenciado, mas uma pluralidade de gêneros textuais que apresentam cada um deles, características lingüísticas bem precisas. Devemos enfocar o ensino da produção de textos não como um procedimento único e global, válido para qualquer texto, mas como um conjunto de aprendizagens específicas de variados gêneros textuais.
Cada texto apresenta problemas de escritura distintos que exigem a adoção de estratégias de ensino diferenciadas e adaptadas a eles. E, ainda que os conhecimentos da psicologia da linguagem sobre os procedimentos de aprendizagem sejam limitados, sabemos que muitas das dificuldades dos alunos são específicas de um tipo de discurso ou de um gênero textual.
Quando um adulto se considera expert na escritura de um gênero específico – pensemos no caso de um especialista em fazer atas - isto não quer dizer que o mesmo domine a escritura de um texto narrativo, explicativo, poético ou argumentativo. Na verdade, os textos citados não apresentam as mesmas características linguísticas: os tempos verbais, por exemplo, não são os mesmos, assim como não são os mesmos os conectivos utilizados para articular as diferentes partes do texto ou as modalizações, as anáforas etc.
Se cada texto, para que seja compreendido pelo leitor, deve apresentar uma organização global, as formas de planejamento e de sequ[1]encialização (Adam, 1992) serão distintas quando se trata de narrar, de descrever, de explicar, de argumentar ou de dialogar. E devemos atribuir estas diferenças a uma particularidade da língua: a de se adaptar a diferentes situações de uso.
Assim, o aluno deve tomar consciência da diversidade textual e aprender a escrever textos não “em geral”, mas em função das situações particulares de comunicação (segundo o objetivo que se pretenda atingir: convencer, divertir, explicar; segundo seu destinatário: autoridades, colegas de classe, professores, pais, alunos de outra escola; segundo o lugar social onde o texto será publicado: revista ou jornal da escola, fichamentos para uso em aula etc.). E, para isso, terá de inspirar-se em ou ter como referência outros textos sociais em uso.


2. Aprendizagem precoce
Como dissemos no princípio, escrever textos é um processo complexo. A aprendizagem das capacidades que intervêm na atividade de escrever é lenta e longa. Por esta razão, convém começar seu ensino desde os primeiros anos da escolaridade. Entretanto, começar logo não significa exigir que os pequeninos façam mais cedo o que estava previsto até agora para o currículo dos mais velhos.
Em cada nível de ensino, as atividades devem ser adaptadas às possibilidades dos alunos. Entretanto, isto não significa que se tenha de esperar que os alunos saibam ler e escrever palavras e frases para sensibilizá-los para a escrita de textos. Desde muito cedo, graças ao desenho, ao contato frequente com os livros, à utilização de imagens e, sobretudo, à prática do “professor como escriba” (a criança diz oralmente um texto “escrito”, ditando-o a um adulto que assume a tarefa de grafar), crianças pequenas podem produzir textos, descrevendo um lugar conhecido, explicando um fenômeno conhecido, contando uma história, tentando convencer um colega, dando instruções para fabricar um brinquedo etc.
Escrevendo esses textos, as crianças pequenas constroem progressivamente a capacidade de se adaptarem às situações de comunicação (para quem estão escrevendo e por quê) e a consciência de que querem ser compreendidas: qual é o seu papel ao escrever, com que finalidade estão escrevendo e o que devem fazer para conseguir seus objetivos. Também buscam e refletem sobre os conteúdos temáticos para desenvolver seus textos. Enfim, descobrem algumas características da textualidade e discutem com seus colegas sobre o interesse de se adotar uma ou outra forma linguística, antes de ditá-la definitivamente ao adulto.
De uma exposição precoce ao processo da escrita através do “professor como escriba”. Esta sensibilização não só é possível desde a pré-escola como também é desejável e geradora de progressos importantes.


3. Aprendizagem em espiral
Numerosos métodos de ensino propuseram – e ainda propõem – abordar a produção escrita como um progresso de texto em texto .Estes métodos propõem abordar, durante o ano escolar, um tipo de discurso (a narração) ou um gênero textual (o conto) para, no ano seguinte, passarem a outro (a descrição ou a exposição) e, no próximo, a um terceiro (a argumentação). Muitos desenhos curriculares estabelecem uma tal progressão. Também na escola primária é frequente convidar os alunos a trabalhar um gênero textual (o conto de fadas) e esperar o ano seguinte para abordar outro gênero (a correspondência ou a crônica).
Muitos pesquisadores das atuais práticas de ensino da redação em países de fala francesa consideram que o “melhor caminho”, ou a tendência mais comum, consiste em começar trabalhando a narração, seguida da descrição e da correspondência, para coroar o conjunto com um trabalho sistemático sobre a dissertação no colegial.
Esta concepção da aprendizagem da escritura faz com que cada texto seja considerado, implicitamente, como um prerrequisito ou preparação para o estudo do texto seguinte: a narração é considerada como o texto-base para desenvolver a língua; a descrição de personagens, objetos e acontecimentos serve para completar a narração; narração e descrição permitem que se chegue aos textos considerados mais difíceis: a explicação e a dissertação.
A este tipo de progressão linear opõe-se a progressão em espiral.
Ao invés de seguir uma linha reta que vai de um texto a outro, propomos uma progressão em curva, distanciando-nos gradualmente do ensinado para voltarmos a abordá-los mais tarde, a partir de uma dimensão ou de uma perspectiva distinta. Dito de outro modo, a expressão aprendizagem em espiral refere-se a um ensino-aprendizagem, em todos os níveis escolares, da diversidade discursiva (narração, explicação, argumentação, descrição e diálogo). O que varia de um nível escolar a outro é, de um lado, o gênero textual (conto de fadas, relato de experiência, lenda, relato histórico, narrativa de enigma etc.) e, de outro lado, as dimensões textuais estudadas (uso dos tempos verbais; uso dos organizadores textuais; progressão anafórica; esquema dos actantes ou papel dos personagens; estrutura narrativa; pontuação etc.).
Por exemplo: o papel dos organizadores textuais (Era uma vez...; Um dia...; De repente... etc.) Será abordado progressivamente ao longo da escolaridade básica; propor-se-á uma complexificação dos personagens narrativos e da estrutura textual etc.
Mas o fundamental consiste em saber observar as capacidades iniciais dos alunos, em detectar alguns de seus problemas de escrita ligados a um determinado gênero textual, a fim de selecionar as dimensões textuais que comporão o trabalho central com a classe.



4. Começar com tarefas complexas
Os jogos de construção – com o Lego, por exemplo – foram, durante muito tempo, o modelo preferido dos métodos de ensino de redação: a reunião sucessiva de peças simples e separadas para “compor”, no final, uma peça complexa. Trata-se de um princípio de aprendizagem aditiva: a criança começa aprendendo as letras do alfabeto; depois escreve palavras soltas; depois constrói frases que são cada vez mais complexas; e, finalmente, compõe textos. Como sabemos, no âmbito do ensino de línguas, este princípio foi aplicado com insucesso.
Segundo este mesmo princípio, as atividades de estruturação gramatical eram consideradas como uma etapa intermediária imprescindível para desenvolver a expressão escrita: pensou-se que o aluno chegaria, a saber, escrever textos graças a exercícios estruturais. Apoiando-se em aquisições realizadas do domínio do vocabulário, da gramática e da conjugação verbal, o aluno construiria os instrumentos necessários às atividades de expressão escrita, realizando, por conta própria, sem nenhuma ajuda específica, a “transferência” das atividades próprias de estruturação para as atividades globais de composição escrita.
A aprendizagem não se dá de maneira tão simples como prevê o princípio aditivo. E, ao invés desse movimento que vai “do simples ao complexo”, preferimos um procedimento que coloca o aluno, desde o primeiro momento, em face a uma tarefa complexa e global, de maneira semelhante ao que acontece nas atividades autênticas de comunicação da vida social. Somente num segundo momento serão propostas atividades específicas em relação às diferentes dimensões do texto estudado: organização do conteúdo temático, uso das unidades linguísticas, coesão textual, aspectos sintáticos e lexicais etc, antes que o aluno se confronte de novo com a situação complexa da tarefa inicial.
Em resumo, em lugar de propor uma passagem das tarefas simples às tarefas complexas, defendemos um movimento que vai “do complexo ao simples para voltar, no final, novamente ao complexo”.
Não se trata de uma pequena diferença, mas sim, de duas concepções muito distintas uma da outra. Num caso, considera-se que o todo é o resultado de uma soma de partes simples e que a transferência de um tipo de atividade a outra dá-se de maneira natural, o que é um duplo erro no caso do ensino-aprendizagem de língua. No outro caso, é o todo, quer dizer, a atividade complexa e global, que determina os instrumentos específicos que o aluno, induzido pelo ensino do professor, deve construir para chegar a resolver os problemas colocados por esta atividade. Não se trata, pois, de “compor” um texto a partir de elementos simples conhecidos, mas de “produzir” um texto como resposta a uma situação de comunicação complexa, recorrendo a múltiplos instrumentos e estratégias.



5. Ensino intensivo
A organização do tempo na escola faz, em muitos casos, com que uma dificuldade de aprendizagem seja abordada de maneira segmentada e durante um período relativamente longo. Acontece, por exemplo, de passarmos vários meses estudando e analisando segmentos que constituem a frase porque temos somente uma aula por semana. Esse princípio de trabalho dominou, durante muitos anos, a organização do ensino ginasial e colegial e influenciou também o ensino primário, embora neste o mesmo professor seja responsável por um conjunto de disciplinas.
Dito de outra maneira, o ensino que o aluno recebe e, consequentemente, as aprendizagens que realiza são mais eficazes, duráveis e profundos se o trabalho se dá de maneira intensiva, concentrado num período breve, de não mais do que duas ou três semanas.
O ensino intensivo justifica-se por várias razões. Quando as atividades orientadas para um mesmo objetivo sucedem-se cotidianamente, há menos perda por esquecimento e pode-se assegurar melhor a continuidade na aprendizagem. Ao contrário, a interrupção de uma semana entre duas sessões de trabalho consagradas a uma mesma noção costuma produzir efeito contrário. E esta é a razão principal, porque toda a aprendizagem supõe, por parte do aprendiz, uma consciência clara do que faz, de por que o faz e de para onde se dirige. Esta consciência não pode ser mantida indefinidamente. Acima de uma, duas ou três semanas (conforme a idade), observamos que os alunos não só perdem o interesse, mas também já não sabem muito bem por que razões estão fazendo as atividades e os exercícios que lhes propomos. O vocabulário escolar dispõe de toda uma série de termos para designar esta atitude dos alunos: cansaço, desatenção, desinteresse etc.


6. Textos sociais
Tradicionalmente, o ensino-aprendizagem da escrita utiliza como modelos textos ad hoc, quer dizer, textos criados para cada circunstância. Os livros didáticos estão cheios destes textos, que não têm muito a ver com os textos autênticos que circulam fora da escola, produzidos estes últimos em contextos sociais reais: no trabalho, nos meios de comunicação, nos espetáculos, nas publicações de todo tipo... Os textos dos livros didáticos, frequentemente, não são mais do que simplificações adaptadas ao público escolar e merecem a etiqueta de “textos escolares” em comparação com os textos produzidos em contextos sociais precisos, que chamaremos “textos sociais”.
Se é certo que, para aprender a escrever um gênero determinado de textos, é necessário que os alunos sejam postos em contato com um corpus textual desde mesmo gênero que sirva de referência, também é verdade que, com a desculpa da complexidade dos textos sociais, se costuma oferece-lhes como modelos de textos fabricados para a ocasião ou desnaturalizados. E isto quando se trabalha a redação a partir de um corpus textual ou de um modelo de texto, pois, às vezes, pede-se ao aluno que escreva um texto sem apresentar-lhe nenhuma referência.
É importante que o aluno não imite os textos escolares, mas que produza textos com referência a situações de comunicação bem definidas, precisas, reais: uma explicação verdadeira de um fenômeno desconhecido; uma descrição verdadeira de uma catedral para um guia turístico; uma receita culinária verdadeira para que seus colegas possam fazê-la em casa.
E, para podermos ajudá-lo, devemos propor a leitura de textos produzidos em situações similares: textos explicativos publicados em enciclopédias ou livros para jovens; outras descrições de guias turísticos; livros de receitas culinárias etc.



7. A revisão como atividade de aprendizagem


Vimos, até agora, a importância que têm a definição da situação de comunicação, nas instruções (consignas) para a produção, e a presença de textos sociais que constituam uma referência para a primeira produção dos alunos, assim como para os exercícios e atividades de aprendizagem.
Mas que fazer com os problemas de escrita que observamos nas primeiras versões destes textos?
Geralmente, o professor corrige os erros de ortografia e de estilo, anotando comentários às margens da redação que nem sempre são de fácil compreensão para os alunos. Caso exijam uma releitura e uma auto - correção da primeira versão, os professores verão como a atividade de revisão é difícil para eles.
Os alunos mais jovens apresentam uma espécie de “cegueira”, como dizem os psicólogos que estudaram o fenômeno, diante de seus próprios erros. Os alunos que introduzem algumas modificações concentram-se em alguns erros superficiais como a correção de ortografia (os erros que podem enxergar!) e a substituição de algumas palavras por outras, julgadas mais precisas, tentando compreender as anotações do professor à margem da página. Sabemos como este tipo de atividade acaba por resultar ineficaz e a decepção que é para o professor a comparação das duas versões que é para o professor a comparação das duas versões do mesmo texto: os erros acrescentados são tão numerosos quanto às correções.
A revisão é uma atividade que é parte integrante da escrita. Durante a escrita da primeira versão de um texto, o autor relê constantemente o que escreve para continuar e, relendo, frequentemente transforma seu projeto inicial. A releitura, a revisão e a reescrita de um texto são atividades que também se aprendem.
Depois de um trabalho progressivo sobre as diferentes dimensões do texto que apresentam - se para os alunos como dificuldades, quando revisam o texto final, já não se trata de uma simples limpeza do texto, mas de uma profunda transformação do texto inicialmente produzido, graças aos instrumentos linguísticos elaborados durante as oficinas (sequências de atividades centradas numa dimensão textual). Nesse sentido, a revisão constitui um dos momentos fortes da aprendizagem da produção de um texto.
Muitas vezes, convém separar o momento da revisão da primeira versão do texto e o momento da reescrita da versão definitiva, para facilitar o distanciamento da versão inicial e uma liberdade de ação maior na obra final.


8. Método Indutivo: apropriação por parte do aluno
Os instrumentos linguísticos de que falamos no item precedente são trabalhados através de exercícios específicos. A realização destes exercícios deve merecer a máxima atenção por parte do professor. Não se trata, com efeito, de transmitir os conhecimentos aos alunos, por meio de cuidadosas explicações; trata-se, ao contrário, de conduzir e orientar os alunos para que descubram os novos sabores e se apropriem das habilidades indispensáveis para a realização de uma tarefa. Fala-se, nesse caso, de método indutivo, em oposição aos métodos transmissores frontais.
Não são os saberes do professor que devem passar diretamente de sua menta para a mente dos alunos.
É o ensino que deve permitir ao aluno, a partir de observações e exercícios concretos, a tomada de consciência do funcionamento linguístico. Por isso, damos grande importância à qualidade dos exercícios, à sua ordem de realização e à decomposição das dificuldades para que se dê uma verdadeira construção.
Estamos ainda longe de conseguir esta qualidade, mas, em alguns gêneros textuais, os materiais que estão sendo elaborados atualmente melhoraram sensivelmente, adaptando-se aos problemas típicos de escrita de alunos em fase de aprendizagem, e constituem um elemento que facilita a construção de capacidades comunicativas e lingüístico-discursivas.


9. Regulação externa e interna
Como diz Mas (1991), saber escrever é todo um sistema. A avaliação formativa dos textos produzidos exige que se leve em consideração a complexidade desse sistema: a diversidade textual, a pluridimensionalidade dos problemas de escrita, as operações e os processos psicolingüísticos que os alunos executam até chegarem ao produto final (Hayes & Flower, 1980; Bronckart, 1985; García-Debanc, 1986; Schneuwly. 1988).
A avaliação formativa entende-se, atualmente, como a criação de instrumentos de regulação do sistema que constitui a produção textual (Schneuwly & Brain, 1994). Dito de outra maneira, o aluno, quanto escreve um texto, encontra numerosas dificuldades que deve superar:
∙ contextualizar seu projeto de escrita em função da consigna do professor;
∙ eleger um tipo de discurso em função dos textos sociais que conhece;
∙ elaborar os conteúdos temáticos que serão desenvolvidos no texto;
∙ planejar globalmente partes do texto;
∙ articular as diferentes partes do texto;
∙ conectar as palavras e as frases;
∙ assegurar a continuidade de sentido do conjunto do texto;
∙ modalizar as asserções em função da perspectiva enunciativa adotada.
Quando falamos de regulação, referimo-nos à adoção por parte do aluno produtor de um texto de um ponto de vista crítico sobre sua própria atividade a fim de controlar o conjunto de problemas de escrita que acabamos de elencar.
A regulação começa sendo externa e social. O professor viabiliza os instrumentos didáticos, entre os quais destacaremos as famosas listas de controle. Durante a realização das atividades de leitura e dos exercícios de análise e de produção de textos, o aluno utiliza instrumentos de ordem linguística. A lista de controle elenca, em forma de notas, os aspectos linguísticos que vai descobrindo durante as atividades de aprendizagem e que podem ajudá-lo, como uma espécie de memória externa (agenda), na escrita de um novo texto. Graças à regulação externa da lista de controle, os alunos centram sua atenção em alguns problemas de escrita que desconheciam antes do ensino. Os resultados mostram não só uma melhoria na revisão e reescrita de textos (Rosat, Dolz e Schneuwly, 1991; Dolz, 1995), mas também que este instrumento de regulação interna, quando o aluno se apropria das habilidades necessárias à produção de um gênero textual e já não necessita da ajuda exterior da lista de controle.


10. Sequências Didáticas
Todos os pontos que desenvolvemos até aqui concretizam - se no que chamamos de sequência didática, quer dizer, um conjunto de oficinas destinadas a que se aprenda escrever um gênero textual que responde a uma série de critérios.
A noção de sequência didática justifica-se por duas razões. Em primeiro lugar, o termo “sequência” refere-se à disposição das oficinas de aprendizagem: a série de atividades e exercícios segue uma ordem gradual que busca resolver progressivamente as dificuldades dos alunos e que facilita a tomada de consciência das características linguísticas dos textos estudados. Em segundo lugar, a qualificação “didática” tem a virtude de evocar tanto o objetivo da sequência – aprender -, quanto a ação que o torna possível – ensinar. Entretanto, são muitos os professores que pensam que as capacidades que intervêm na produção de textos são resultado das predisposições herdadas pelos indivíduos (“dom”) e que se aprendem graças a elas e à experiência. Assim, simplesmente propor atividades de redação seria suficiente para que aqueles que receberam o dom de escrever aprendessem. A tarefa seria, de todo jeito, quase impossível para os outros.
Ao contrário, as sequências didáticas consideram que todos os alunos podem e devem aprender a escrever diferentes tipos de texto e que isso é, sim, possível graças a um ensino sistemático que lhes viabilize os instrumentos comunicativos e linguísticos.
Insiste-se, pois, na necessidade de uma organização global e progressiva do ensino e das aprendizagens. Durante um período de tempo relativamente curto e num ritmo adaptado ao ritmo de aprendizagem do aluno, trabalha-se sobre um gênero textual.
O trabalho com sequências didáticas permite ao aluno saber, desde o começo, por que e para que está trabalhando. Imaginemos o caso de uma escrita de receita culinária destinada a outro grupo de alunos com o qual se mantém uma correspondência escolar; a primeira produção permite ao professor observar o que seus alunos já sabem fazer e analisar quais são os principais problemas de escrita. Em função destes, o professor seleciona uma série de oficinas – exercícios e atividades -, organiza-as em várias sessões de trabalho e negocia com seus alunos os objetivos que quer alcançar.
Quando o especialista em didática elabora sequências didáticas, somente prepara o trabalho do professorado. Trata-se de materiais didáticos elaborados a partir dos conhecimentos atuais em linguística do discurso e em psicologia da linguagem, destinados a facilitar a tarefa do professor. A transformação destes materiais em sequências didáticas adaptadas aos problemas de escrita de um grupo de alunos constitui uma responsabilidade do professor.